{"id":2589,"date":"2018-04-10T08:11:16","date_gmt":"2018-04-10T11:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/?p=2589"},"modified":"2020-01-13T13:45:35","modified_gmt":"2020-01-13T16:45:35","slug":"como-o-jovem-gestor-escolar-administra-instituicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/como-o-jovem-gestor-escolar-administra-instituicao\/","title":{"rendered":"Como o jovem gestor escolar administra a institui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Joyce Dias de Paula nunca pensou em outro caminho profissional al\u00e9m da escola p\u00fablica. Depois de terminar a faculdade de Letras e fazer uma especializa\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, voltou ao Brasil para prestar concurso para a prefeitura de S\u00e3o Paulo, h\u00e1 sete anos.<\/p>\n<p>Desde a gradua\u00e7\u00e3o, ela se identificava com a <a href=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/responsabilidade-do-diretor-da-escola\/\">coordena\u00e7\u00e3o de projetos e a lideran\u00e7a de equipes<\/a>. S\u00f3 n\u00e3o imaginava que surgiria t\u00e3o cedo a oportunidade de se tornar diretora da EMEI Maria Thereza Fumagalli, na Vila Brasil\u00e2ndia, zona norte da capital paulista.<\/p>\n<p>Joyce, que assumiu o cargo aos 25 anos, faz parte de um grupo de gestores jovens que est\u00e1 ganhando espa\u00e7o nas salas de dire\u00e7\u00e3o. Segundo dados da Prova Brasil de 2015, um quarto dos diretores tem at\u00e9 39 anos. Um levantamento do Ibope, feito em 2009 a pedido da Funda\u00e7\u00e3o Victor Civita, apontava que 24% deles estavam h\u00e1 at\u00e9 dois anos no cargo e a maior parte chegou a ele via concurso p\u00fablico (35%) ou elei\u00e7\u00e3o (49%).<\/p>\n<p>A chamada gera\u00e7\u00e3o Y &#8211; formada por nascidos nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990 &#8211; est\u00e1 assumindo agora a gest\u00e3o de escolas. Em outros ambientes, a sua presen\u00e7a j\u00e1 \u00e9 conhecida por algumas caracter\u00edsticas. A uma pesquisa do banco Goldman Sacks, 53% deles disseram que gostariam de fazer mais pelo meio ambiente e assumiram ser mais dependentes de tecnologia e conectados do que seus pais ou av\u00f3s &#8211; 84% usam smartphones todo dia.<\/p>\n<p>Nas escolas, s\u00e3o not\u00e1veis as <a href=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/gestor-escolar-agente-de-mudancas\/\">mudan\u00e7as trazidas por esses gestores<\/a>. \u00c9 o caso de Gisele Rodrigues Pinto. Ao assumir a gest\u00e3o do Centro Municipal de Programas Educacionais Professor Jos\u00e9 Limongi Sobrinho, em Mogi das Cruzes, em S\u00e3o Paulo, ela prop\u00f4s diversas iniciativas ligadas a tecnologia, como um projeto em que os alunos aprendem a montar e operar pequenos rob\u00f4s.<\/p>\n<p>&#8220;No come\u00e7o, muitos professores n\u00e3o entenderam a utilidade das aulas de rob\u00f3tica e diziam ser um caso de usar a tecnologia pela tecnologia, mas tudo deu t\u00e3o certo que os alunos disputavam uma vaga nas equipes.&#8221; Essa e outras iniciativas que aliavam a tecnologia ao projeto de ensino tamb\u00e9m ajudaram a integrar os alunos. &#8220;T\u00ednhamos um grupo com graves problemas de aprendizagem, comportamento e baixa autoestima. Foram esses estudantes os que mais se empolgaram com as novidades e avan\u00e7aram&#8221;, lembra ela.<\/p>\n<p>A proximidade da gestora com os estudantes foi o diferencial para fazer o projeto vingar. &#8220;N\u00e3o \u00e9 que os esfor\u00e7os dos gestores experientes de integrar <a href=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/gestao-academica-importancia-tecnologia\/\">escola e tecnologia<\/a> devam ser desprezados. Mas os educadores acostumados aos dispositivos percebem mais facilmente as poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es da tecnologia para o processo de aprendizagem&#8221;, avalia Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, pesquisadora da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2849 size-large\" src=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-1-1024x682.jpg\" alt=\"Jovem Gestor Escolar\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-1-768x511.jpg 768w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-1-98x65.jpg 98w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-1-280x187.jpg 280w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>\n<div class=\"container-ck-subtitle\"><strong>A <a href=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/aplicativo-escolar\/\">escola toda conectada<\/a> &#8211;\u00a0<\/strong>Gisele Rodrigues Pinto, da Cempre Professor Jos\u00e9 Limongi Sobrinho, em Mogi das Cruzes (SP).\u00a0Forma\u00e7\u00e3o: Pedagogia.\u00a0Idade: 35 anos.\u00a0&#8220;Sempre fui inquieta e quis potencializar ao m\u00e1ximo as possibilidades da escola. O apoio de ex-diretoras foi fundamental para criar e implantar projetos de tecnologia para aproximar a escola dos alunos.&#8221;<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<h3 class=\"intertitulo\">Diretores com causas<\/h3>\n<p>O gosto por tecnologia \u00e9 apenas uma das caracter\u00edsticas mais conhecidas dessa gera\u00e7\u00e3o. Outro ponto importante \u00e9 a maneira como eles enxergam o conv\u00edvio, sobretudo no ambiente de trabalho. Um estudo da consultoria Deloitte aponta que esses jovens profissionais, em geral, s\u00e3o atra\u00eddos por culturas menos horizontalizadas, com menor hierarquia. Al\u00e9m disso, s\u00e3o avessos a lideran\u00e7as sem vis\u00e3o democr\u00e1tica e que n\u00e3o estejam abertas a aprender com quem possui pontos de vista diferentes dos seus pr\u00f3prios. Para 76% deles, a satisfa\u00e7\u00e3o com o trabalho acontece em espa\u00e7os com cultura mais inclusiva do que de uma estrutura baseada em regras pouco male\u00e1veis ou com hierarquia muito engessada.<\/p>\n<p>No trabalho de Joyce, a inquieta\u00e7\u00e3o levou a criar assembleias na EMEI em que trabalha. &#8220;A escola tem crian\u00e7as de cinco e seis anos e, desde que assumi o cargo, os alunos tomam decis\u00f5es que afetam o cotidiano deles na institui\u00e7\u00e3o. S\u00e3o quest\u00f5es simples, mas que fazem com que eles se sintam ouvidos&#8221;, conta Joyce. Recentemente, as crian\u00e7as demandaram, por exemplo, que as mesas do refeit\u00f3rio fossem unidas para formar um grande mes\u00e3o. &#8220;Meu sonho \u00e9 que o aluno tenha mais voz.&#8221; Ela agora quer montar um projeto de r\u00e1dio estudantil, em que as crian\u00e7as devem divulgar not\u00edcias da escola e do bairro.<\/p>\n<p>Aos 28 anos, Valnei da Fonseca se tornou o primeiro diretor do Col\u00e9gio Estadual Erich Walter Heine, no Rio de Janeiro, que foi inaugurado em 2011. O educador liderou o processo de cria\u00e7\u00e3o do projeto pedag\u00f3gico da institui\u00e7\u00e3o. &#8220;Foi um desafio. Junto com a equipe, tivemos de tra\u00e7ar um projeto pedag\u00f3gico fora do convencional e n\u00e3o foi nada f\u00e1cil conquistar a organiza\u00e7\u00e3o que a escola tem agora&#8221;, lembra ele.<\/p>\n<p>Hoje, a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 refer\u00eancia no tema sustentabilidade. &#8220;Os alunos mant\u00eam um telhado verde, uma horta comunit\u00e1ria, fazem reaproveitamento de \u00e1gua da chuva e reciclagem do lixo org\u00e2nico por meio da compostagem&#8221;, conta. Ele diz acreditar que o fato de ter se tornado diretor t\u00e3o jovem o ajudou no processo de aproximar a comunidade escolar de discuss\u00f5es atuais, que tamb\u00e9m mobilizam os jovens fora dos muros das escolas. &#8220;Temos 600 alunos que ajudam a divulgar essas pr\u00e1ticas e preocupa\u00e7\u00f5es para o mundo fora da escola. Esses 600 garotos e garotas ir\u00e3o replicar essas ideias em casa e no bairro em que moram. Temos a oportunidade de ver uma pequena transforma\u00e7\u00e3o acontecendo&#8221;, conta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2851 size-large\" src=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-2-1024x684.jpg\" alt=\"Jovem Gestor Escolar\" width=\"1024\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-2-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-2-768x513.jpg 768w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-2-98x65.jpg 98w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-2-280x187.jpg 280w, https:\/\/deltasge.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jovem-gestor-escolar-2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>\n<div class=\"container-ck-subtitle\"><strong>Aprendizagem sustent\u00e1vel &#8211;\u00a0<\/strong>Valnei da Fonseca, do Col\u00e9gio Estadual Erich Walter Heine, no Rio de Janeiro.\u00a0Forma\u00e7\u00e3o: Letras.\u00a0Idade: 36 anos.\u00a0&#8220;N\u00f3s temos um olhar respeitoso pela realidade escolar que vivemos na \u00e9poca de estudante, mas tamb\u00e9m tentamos n\u00e3o nos afastar das novas preocupa\u00e7\u00f5es que os jovens possuem hoje em dia.&#8221;<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<h3 class=\"intertitulo\">Choque de gera\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>Herdeiros de um mercado de trabalho em transforma\u00e7\u00e3o, os profissionais mais jovens tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos pela adaptabilidade e pelo desprendimento. O estudo da consultoria Deloitte tamb\u00e9m mostra que eles querem ter um controle maior da pr\u00f3pria carreira, colocam a realiza\u00e7\u00e3o pessoal acima da estabilidade e, na m\u00e9dia global, se disp\u00f5em a trocar de emprego em at\u00e9 cinco anos. Por outro lado, eles tamb\u00e9m s\u00e3o facilmente desmotivados. Um estudo de 2015 da Universidade Fordham, de Nova York, aponta que a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ser valorizado ou de sentir que n\u00e3o teria oportunidades de crescimento profissional eram os pontos que mais pesavam para os nascidos entre os anos 1980 e 2000.<\/p>\n<p>&#8220;Eles s\u00e3o mais bem preparados, foram criados para viver em um mundo onde o n\u00famero de op\u00e7\u00f5es e possibilidades \u00e9 quase infinito, mas cobram mais por reconhecimento. A escola tem de se preocupar em refletir essa mudan\u00e7a&#8221;, diz o brit\u00e2nico Adrian Ingham, especialista em <a href=\"https:\/\/deltasge.com.br\/site\/gestao-escolar-tecnologia\/\">gest\u00e3o escolar<\/a> do British Council e um dos formadores em um programa de capacita\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as escolares no Brasil. Ele destaca a rede p\u00fablica brit\u00e2nica como um exemplo de sistema que soube entender a mudan\u00e7a de perfil profissional. &#8220;Os governos tentaram limitar a influ\u00eancia do Estado e deram mais autonomia \u00e0s escolas. Isso foi uma liberta\u00e7\u00e3o. Os mais jovens est\u00e3o prontos para arriscar, porque criar novidades que deem certo em uma escola hoje n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil.&#8221; No sistema brasileiro, a grande preocupa\u00e7\u00e3o de Adrian \u00e9 que a escola p\u00fablica ande a passos mais lentos, por continuar n\u00e3o conseguindo oferecer as condi\u00e7\u00f5es que mais fazem brilhar os olhos dessa gera\u00e7\u00e3o: falta reconhecimento profissional, flexibilidade e autonomia para o trabalho. Em compensa\u00e7\u00e3o, sobram burocracias a ser cumpridas.<\/p>\n<p>No contexto escolar, em que a maioria dos resultados de projetos pedag\u00f3gicos demora a aparecer, o gestor mais jovem precisa tomar cuidado para que a ansiedade n\u00e3o se transforme facilmente em frustra\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 necess\u00e1rio levar em conta a no\u00e7\u00e3o de que os processos precisam de um tempo para matura\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 algo que todos os gestores devem ter no horizonte. Al\u00e9m de tempo, as iniciativas precisam ser incorporadas e &#8216;compradas&#8217; pela equipe. Esse t\u00edpico ser da gera\u00e7\u00e3o Y tem que domar o imediatismo e pensar que os projetos tanto podem demorar a dar resultado quanto podem ter um resultado diferente do esperado&#8221;, lembra S\u00f4nia Dias, especialista em Educa\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa Social.<\/p>\n<p>Ela lembra que outro obst\u00e1culo no caminho do jovem gestor \u00e9, muitas vezes, n\u00e3o ter tido uma experi\u00eancia longa na pr\u00f3pria rede ou n\u00e3o ter passado muito tempo em sala de aula. &#8220;Para evitar uma sensa\u00e7\u00e3o de queima de etapas, o profissional precisa estimular o olhar para o outro, deve levar em conta experi\u00eancias que j\u00e1 foram testadas naquela escola e incorporar o que deu errado e o que deu certo em seus projetos.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Quando a gente chega, quer mudar tudo&#8221;, diz G\u00e9rson Dresch, diretor do Col\u00e9gio Marista Assun\u00e7\u00e3o, em Porto Alegre, desde 2009, quando tinha 28 anos. &#8220;Sou o gestor mais jovem da hist\u00f3ria da escola. No come\u00e7o, a comunidade n\u00e3o acreditava que algu\u00e9m mais novo pudesse dar conta.&#8221;<\/p>\n<p>Ele conta que os primeiros contatos com os pais dos alunos eram tensos. &#8220;Eu me lembro dos que chegavam para resolver alguma quest\u00e3o na diretoria e aparecia aquele cara jovem, de barba, com a camisa para fora da cal\u00e7a e usando express\u00f5es parecidas com as que os garotos est\u00e3o acostumados. Era um choque.&#8221; Nesses momentos, a parceria com sua vice-diretora, Viviane Truda, 59 anos, foi fundamental. &#8220;Trabalhar ao lado de algu\u00e9m com mais experi\u00eancia ajudou no processo de entender as necessidades da escola e me deu mais tranquilidade na hora de tomar decis\u00f5es&#8221;, diz ele, que busca implantar uma forma de gest\u00e3o mais horizontalizada na institui\u00e7\u00e3o, em que a sala do diretor permanece de portas abertas.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre bati na tecla de que a maneira de tratar os alunos e a equipe, sem muita cerim\u00f4nia ou um distanciamento desnecess\u00e1rio, me ajudaria a compensar qualquer falta de experi\u00eancia&#8221;, diz ele. \u00c9 uma maneira de reconhecer que o frescor das ideias trazidas pelos mais jovens depende de uma abertura ao di\u00e1logo, principalmente com os mais experientes, para dar certo.<\/p>\n<p><em>Fotos em ordem de apari\u00e7\u00e3o: Mariana Pekin \/ Rafael Seiji\/Yamauchi Fotografia \/ Bruno Montt<\/em><\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/gestaoescolar.org.br\/conteudo\/1880\/como-gestores-jovens-administram-a-escola\">https:\/\/gestaoescolar.org.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joyce Dias de Paula nunca pensou em outro caminho profissional al\u00e9m da escola p\u00fablica. 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